segunda-feira, 5 de julho de 2010

ROSMANINHO AFRICANO (Eriocephalus africanus)


A primeira vez que vi esta planta foi no Parque da Paz em Almada. Em Dezembro. Chamou-me a atenção a sua floração magnifica e estranha. Pequenas pétalas brancas com um interior acastanhado. As folhas com um perfume maravilhoso. Mais tarde as sementes surgiram semelhantes a pequenos flocos de neve. A sua origem, viria a saber, era a África do Sul. O seu nome local "kapokbos", deriva da expressão africander, "kapok" - neve - uma referencia às sementes realmente semelhantes a pequenos pedaços de neve.
Esta planta tem uma resistência extraordinária à seca. Se observarmos atentamente as folhas são cobertas de pelos levemente prateados, reflectem a luz solar, reduzindo a temperatura. Coisas da nossa Mãe-Natureza...
Muito fácil de propagar por estaca, no final da Primavera.
Medicinal, usa-se no tratamento de tosses e constipações. Se juntarmos uma infusão à água do banho teremos um magnifico relaxante. Se mergulharmos os pés em água com folhas de Rosmaninho Africano isso aliviará o inchaço das pernas
Vale a pena ter esta planta no quintal...

5 comentários:

Anónimo disse...

Nesta altura eu desejava muito ter um pedaço de terreno, tal é o prazer que me dá ler o teu blogue, mas como não tenho, vou plantando na minha imaginação um jardim suspenso.
Continua..;))
Anixa

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Jardineiro do Rei disse...

Anixa...
Sempre podes plantar um maravilhoso jardim de flores silvestres no teu coração.

Jardineiro do Rei

Florsilvestre disse...

Ena! Parece-me que finalmente consigo identificar 2 plantas que tenho há alguns anos! Supunha que era uma variedade de alecrim,devido ao aroma,mas não sabia o que era. Parece-me ser esta planta.
Obrigada,foi graças a si que descobri.

Majo disse...

Exótica e muito interessante esta linda planta que floresce e perfuma os nossos meses de Dezembro.
Gostaria de registá~la nos primeiros lugares da lista das plantas do jardim que sonho para a minha herdade que está tão abandonada por falta de verbas; mas não sei se vinga em solos calcários...
Obrigada pela sua partilha.