Quando trabalho o meu pequeno jardim misturo-me com a própria substância do meu ser. Confiante de que a pequena semente que lanço à terra em breve brotará, crescerá e florescerá. Planto mais pelo gosto de o fazer do que pela colheita. Para mim, a colheita já é o acto de plantar. Participar neste milagre da transformação faz de mim um estranho Alquimista. Ser jardineiro é ter a capacidade de fazer a Natureza sorrir.
terça-feira, 15 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
PREPARAÇÃO ARTESANAL DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS EM AGRICULTURA BIOLÓGICA
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| Sabão Azul |
CALDA DE SABÃO + ÓLEO VEGETAL
Ingredientes:
-10 L de água
-200 gr de sabão de potassa ou sabão azul
-100 ml de óleo vegetal (óleo Fula, de girassol, de milho, de amendoim...)
Preparação para 10 litros de calda
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| Sabão de Potassa |
1.- Em aproximadamente 5 L de água misturar 200 gr de sabão de potassa (se utilizar sabão sólido, diluir em água morna mexendo com frequência até completa diluição).
2.- Misturar 100 ml de óleo de cozinha, lentamente, mexendo sempre.
3.- Juntar a água - 5 L para perfazer os 10 L de calda.
UTILIZAÇÃO:
- FRUTEIRAS - Pragas: afídeos (piolhos), moscas brancas, cochonilha algodão.
Doenças: oídio, lepra, pedrado.
- HORTÍCOLAS - Pragas: afídeos (piolhos), ácaros, mosca branca, cochonilha algodão.
Doenças: oídio
Preventivo: contra lagartas e percevejos
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| Piolhos |
- FLORICULTURA - Pragas: afídeos (piolhos), cochonilhas
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:
O sabão danifica a camada cerososa protectora do insecto, levando-o à morte por secagem.
O óleo cria uma fina película sobre os insectos, tapando a entrada de ar para as traqueias e provocando a morte por asfixia.
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| Cochonilhas |
No caso dos citrinos esta calda não deve ser utilizada com os frutos com tamanho inferior a uma noz.
A pulverização deve cobrir bem os insectos ou ácaros a atingir e ser dirigida `rebentação no caso dos piolhos (onde eles se concentram).
domingo, 20 de fevereiro de 2011
UM BEIJO SEM NOME...
Que era da terra selvagem
Do vento azul
E das praias morenas...
Do arco iris das mil cores
Do sol com fruta madura
E das madrugadas serenas...
Das cubatas e musseques
Das palmeiras com dendém
Das picadas com poeira
Das mangas e fruta pinha
Do vermelho do café
Dos maboques e tamarindos
Dos cocos, do ai u'ééé...
Das peças no chão estendidas
Com missangas de mil cores
Os panos do Congo e os kimonos
Os aromas, os odores...
Dos chinelos no chão quente
Do andar descontraído
Da cerveja ao fim da tarde
Com o sol adormecido...
Dos merengues e do batuque
Dos muquixes e dos mupungos
Dos imbondeiros e das gajajas
Da mancanha e dos maiungos.
Da cana doce e do mamão
Da papaia e do caju...
Tu sorriste e sussurraste
Sou da mesma terra que tu!!!
(do livro "Vozes ao Vento" )
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
PROJECTO "ESCOLA VERDE" - EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA
Tal como dei conta neste Blogue em 21 de Julho de 2010, o Projecto Escola Verde começou a tomar forma em Abril. Na altura realizou-se uma actividade que se chamou Projecto Compostagem. Tinha por finalidade sensibilizar os alunos para a necessidade de preservação do meio ambiente, nomeadamente através da utilização de resíduos urbanos e domésticos, compostáveis. Só que, a pergunta pertinente, surgiu no final: O que fazer com este composto quando ele, finalmente, estivesse pronto? Havendo na escola espaço disponível, constatando-se a disponibilidade e o interesse dos alunos e contando-se com entusiasmo e o dinamismo da professora responsável, estavam reunidas as condições para que o Projecto Escola Verde começasse a tomar forma
E a obra foi crescendo...
AGORA ESTÁ ASSIM!
E ASSIM!
LEMBRAM-SE DAQUELE POLÍTICO QUE DISSE QUE ESTA ERA UMA GERAÇÃO RASCA?
sábado, 29 de janeiro de 2011
A HISTÓRIA DE NIKE - CRIME SEM CASTIGO...
Em Julho de 2010, contei, neste mesmo blogue a história de um cão - o Nike - que havia sido expulso da sua casa de sempre, pelos seus donos. Razão para esse acto? Nenhuma... apenas porque sim!
O Nike vivia do que lhe davam- quando lhe davam... Sofreu com as inclemências do frio no Inverno e com a canícula do sol no Verão. Sobrevivia de esmolas, do que lhe davam. Nunca se queixou, nunca reclamou, que a vida para ele havia sido sempre madrasta. E quem sofre os efeitos de um abandono depressa aprende a viver com pouco. A dar valor às coisas simples da vida, sejam elas alimentos ou um afago. E isso fez com que o Nike nunca se afastasse daqueles que agora - mal ou bem - proviam a sua sobrevivência. É que tal como certos homens, também o Nike era um deserdado da fortuna, um filho de um Deus Menor. Mas...
Um dia o Nike desapareceu. Passaram dias, semanas, meses. Do simpático e afável Nike nem sinal. As pessoas que se tinham habituado a ele e à sua afabilidade, acabaram por se convencer que ele tinha desaparecido para sempre. Mas a tragédia do Nike ainda lhe tinha reservado um último e trágico acto. A noticia chegou de chofre: O Nike está no canil municipal! Foi atingido a tiro de pistola à queima roupa. Dificilmente irá sobreviver. Alguém encontrou o Nike com as pernas traseiras destroçadas por uma bala que ainda se encontrava alojada no osso, a arrastar-se no meio do mato e alertou o Grupo de Voluntários do Canil Municipal do Seixal que providenciou o seu transporte e assistência médica imediata.
A primeira reacção dos médicos que o observaram foi "adormece-lo". Poucas hipotses de sobrevivência tinha aquele cão que, certamente, iria perder as duas pernas traseiras, que já não era jovem, que estava terrivelmente debilitado. Só que o Nike não é um cão qualquer. É senhor de uma força e de um desmedido Amor à Vida. A forma corajosa com que decidiu enfrentar mais esta provação, sem um lamento, sem um ganido, fez com que os médicos que o acompanham decidem encetar uma luta para o salvar. É que o Nike apenas quer viver...
No momento em que estas notas estão a ser escritas ele está a ser submetido a mais uma intervenção cirúrgica numa ultima tentativa para lhe salvarem a perna traseira que resta.
Se sobreviver, só sairá do canil para uma família de acolhimento. Não mais a rua será o seu destino.
ISTO É CRIME!
Resta-me uma pergunta e ao mesmo tempo um desabafo: O autor deste crime, os donos que expulsaram o Nike de casa, conseguirão dormir de consciência tranquila?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A VIDA íNTIMA DAS FLORES
Esta é uma conversa que será, necessariamente, intimista. Porque os assuntos abordados aconselham a que se tenha recato e bom senso. Com biombo, para resguardar as personagens de olhares curiosos. Em alguns capítulos não faltará a inevitável "bolinha vermelha" no canto superior direito...
UM PERFUMEZINHO SUAVE. TAL COMO NÓS...
Queremos cheirar como as flores.
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| Civeta em cativeiro |
A civeta ou gato almiscarado, é um mamífero carnívoro africano.
O corpo humano possui uma diversidade de cheiros de glândulas espalhadas por todo o corpo. Cada uma delas emitindo um cheiro diferente, mas, francamente, não gostamos dos nossos cheiros originais. Não queremos cheirar demasiado a seres humanos. É que nos nossos jogos de sedução é importante cheirar a algo. A técnica de atracção a isso obriga... Por isso vamos em busca de algo que nos faça cheirar aos aromas do topo da nossa escala de valores de fragrância, ou seja, queremos cheirar a flores. Instintivamente e sem nos darmos conta dessa realidade, estamos a usar os "jogos de sedução" que se estabelecem entre flores e polinizadores. É claro que queremos cheirar a rosa, jasmim, flor de laranjeira. E não queremos cheirar a veado com cio ou a civeta...
E as flores? Será que têm os mesmos preconceitos que os humanos?
Claro que não! Algumas flores preferem cheirar a comida, a corpos em decomposição. Até mesmo a excrementos ou a fungos., desde que essa "fragrância" sirva para atrair o insecto polinizador...
JOGOS DE SEDUÇÃO... (OU TROCA DE FAVORES?)
As moléculas odoríferas das flores são libertadas por evaporação. Estas moléculas, uma vez no ar, formam, por um instante, aquilo a que se poderá chamar uma pluma de aroma. Este conjunto de moléculas tem um destinatário muito especial: "aquele" insecto!
Entre flor e insecto estabelece-se um pacto de lealdade. Para isso a flor apresenta um perfume, uma forma e uma cor que se diferencia das outras espécies. Depois há que saber cativar um insecto polinizador que a reconheça e que no futuro se lembre dela. E por último, a flor quer que aquele insecto parta com a sua carga de pólen e vá polinizar uma flor compatível, ou seja, da mesma espécie.
Imaginemos um imenso campo de flores, onde florescem duas boas-noites separadas uma da outra por várias centenas de metros. A abelha que recolhe néctar numa delas, vai depositar esse néctar na outra boa-noite esteja lá onde estiver, no meio de milhares de outras flores.
Todo este relacionamento entre flores e polinizadores que aqui tento abordar de forma necessariamente superficial, diz-nos mais coisas: O mesmo insecto pode ter várias lealdades em relação a diversas flores, ou seja e concretizando melhor, direi que enquanto a flor de boa noite floresce ao cair da tarde a onagra desabrocha a seguir. Por sua vez a flor de chicória só irá abrir na manhã seguinte. Sendo assim, a nossa diligente abelha polinizadora saltitará de flor em flor mas mantendo sempre a mesma regra de ouro determinada pela Natureza: Polinizar flores da mesma espécie.
Não pensemos que a flor é injusta e não sabe retribuir generosamente esta inestimável lealdade. O doce néctar é a recompensa que a flor disponibiliza ao insecto. Esteja este néctar onde estiver o insecto sabe que pode contar com ele.
Nalgumas flores, porém, o pólen é a recompensa, como o caso das flores que são polinizadas por escaravelhos que se alimentam de pólen.
E as flores? Será que têm os mesmos preconceitos que os humanos?
Claro que não! Algumas flores preferem cheirar a comida, a corpos em decomposição. Até mesmo a excrementos ou a fungos., desde que essa "fragrância" sirva para atrair o insecto polinizador...
JOGOS DE SEDUÇÃO... (OU TROCA DE FAVORES?)
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| Boa-noite |
Entre flor e insecto estabelece-se um pacto de lealdade. Para isso a flor apresenta um perfume, uma forma e uma cor que se diferencia das outras espécies. Depois há que saber cativar um insecto polinizador que a reconheça e que no futuro se lembre dela. E por último, a flor quer que aquele insecto parta com a sua carga de pólen e vá polinizar uma flor compatível, ou seja, da mesma espécie.
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| Chicória |
| Onagra |
Não pensemos que a flor é injusta e não sabe retribuir generosamente esta inestimável lealdade. O doce néctar é a recompensa que a flor disponibiliza ao insecto. Esteja este néctar onde estiver o insecto sabe que pode contar com ele.
Nalgumas flores, porém, o pólen é a recompensa, como o caso das flores que são polinizadas por escaravelhos que se alimentam de pólen.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
NATAL... gestos de Paz para um mundo bom.
Quero
neste
Natal
armar uma
árvore dentro do
meu coração e nela
pendurar, em vez de
presentes, os nomes de todos
os meus Amigos. Os antigos e os
mais recentes. Os Amigos de longe
e de perto. Os que vejo a cada dia
e os que raramente encontro.Os sempre
lembrados e os que às vezes, ficam esqueci-
dos. Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me
magoaram. Aqueles que pouco me devem e aqueles
a quem muito devo. Meus Amigos humildes e meus Ami-
gos importantes. Os nomes de todos os que já passaram
pela minha vida. Muito especialmente aqueles que já partiram
e que lembro com tanta saudade. Que o Natal esteja vivo em cada
dia do Novo Ano e que a Amizade
seja um momento de repouso nas
lutas da vida
para assim
vivermos
a Paz
_____juntos____
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