quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PREPARAÇÃO ARTESANAL DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS EM AGRICULTURA BIOLÓGICA

Sabão Azul
CALDA DE SABÃO + ÓLEO VEGETAL

Ingredientes:
-10 L de água
 -200 gr de sabão de potassa ou sabão azul
-100 ml de óleo vegetal (óleo Fula, de girassol, de milho, de amendoim...)

 Preparação para 10 litros de calda
Sabão de Potassa

1.- Em aproximadamente 5 L de água misturar 200 gr de sabão de potassa (se utilizar sabão sólido, diluir em água morna mexendo com frequência até completa diluição).

2.- Misturar 100 ml de óleo de cozinha, lentamente, mexendo sempre.

3.- Juntar a água - 5 L para perfazer os 10 L de calda.

UTILIZAÇÃO:
- FRUTEIRAS -     Pragas: afídeos (piolhos), moscas brancas, cochonilha algodão.
                         Doenças: oídio, lepra, pedrado.
- HORTÍCOLAS -   Pragas: afídeos (piolhos), ácaros, mosca branca, cochonilha algodão.
                         Doenças: oídio
                         Preventivo: contra lagartas e percevejos


Piolhos
- FLORICULTURA - Pragas: afídeos (piolhos), cochonilhas


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:
O sabão danifica a camada cerososa protectora do insecto, levando-o à  morte por secagem.

O óleo cria uma fina película sobre os insectos, tapando a entrada de ar para as traqueias  e provocando a morte por asfixia.

Cochonilhas
Esta calda apresenta uma maior eficácia por acção directa do sol, devendo ser por isso aplicada de manhã. Contudo deve-se evitar a sua aplicação a temperaturas superiores a 28ºC. Devido à possibilidade do óleo criar uma película sobre os estomas (orifícios existentes nas folhas por onde se fazem as trocas gasosas entre a planta e o meio externo) a planta deve ser regada abundantemente antes da aplicação da calda, para compensar a eventual deficiência de oxigenação.

No caso dos citrinos esta calda não deve ser utilizada com os frutos com tamanho inferior a uma noz.
A pulverização deve cobrir bem os insectos ou ácaros a atingir e ser dirigida `rebentação no caso dos piolhos (onde eles se concentram). 







domingo, 20 de fevereiro de 2011

UM BEIJO SEM NOME...



Quando te disse

Que era da terra selvagem
Do vento azul
E das praias morenas...

Do arco iris das mil cores
Do sol com fruta madura

E das madrugadas serenas...

Das cubatas e musseques
Das palmeiras com dendém
Das picadas com poeira

Da mandioca e fuba também...
Das mangas e fruta pinha

Do vermelho do café
Dos maboques e tamarindos
Dos cocos, do ai u'ééé...

Das peças no chão estendidas

Com missangas de mil cores

Os panos do Congo e os kimonos
Os aromas, os odores...

Dos chinelos no chão quente
Do andar descontraído

Da cerveja ao fim da tarde
Com o sol adormecido...
Dos merengues e do batuque
Dos muquixes e dos mupungos

Dos imbondeiros e das gajajas
Da mancanha e dos maiungos.

Da cana doce e do mamão
Da papaia e do caju...

Tu sorriste e sussurraste
Sou da mesma terra que tu!!!

       (do livro "Vozes ao Vento" )

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PROJECTO "ESCOLA VERDE" - EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA

Tal como dei conta neste Blogue em 21 de Julho de 2010, o Projecto Escola Verde começou a tomar forma em Abril. Na altura realizou-se uma actividade que se chamou Projecto Compostagem. Tinha por finalidade sensibilizar os alunos para a necessidade de preservação do meio ambiente, nomeadamente através da utilização de resíduos urbanos e domésticos, compostáveis. Só que, a pergunta pertinente, surgiu no final: O que fazer com este composto quando ele, finalmente,  estivesse pronto? Havendo na escola espaço disponível, constatando-se a disponibilidade e o interesse dos alunos e contando-se com entusiasmo e o dinamismo da professora responsável, estavam reunidas as condições para que o Projecto Escola Verde começasse a tomar forma



















           E a obra foi crescendo...


ERA ASSIM...
AGORA ESTÁ ASSIM!


E ASSIM!


LEMBRAM-SE DAQUELE POLÍTICO QUE DISSE QUE ESTA ERA UMA GERAÇÃO RASCA?



sábado, 29 de janeiro de 2011

A HISTÓRIA DE NIKE - CRIME SEM CASTIGO...

Em Julho de 2010, contei, neste mesmo blogue a história de um cão - o Nike - que havia sido expulso da sua casa de sempre, pelos seus donos. Razão para esse acto? Nenhuma... apenas porque sim!
O Nike vivia do que lhe davam- quando lhe davam... Sofreu com as inclemências do frio no Inverno e com a canícula do sol no Verão. Sobrevivia de esmolas, do que lhe davam. Nunca se queixou, nunca reclamou, que a vida para ele havia sido sempre madrasta. E quem sofre os efeitos de um abandono depressa aprende a viver com pouco. A dar valor às coisas simples da vida, sejam elas alimentos ou um afago. E isso fez com que o Nike nunca se afastasse daqueles que agora - mal ou bem - proviam a sua sobrevivência. É que tal como certos homens, também o Nike era um deserdado da fortuna, um filho de um Deus Menor. Mas...
Um dia o Nike desapareceu. Passaram dias, semanas, meses.  Do simpático e afável Nike nem sinal. As pessoas que se tinham habituado a ele e à sua afabilidade, acabaram por se convencer que ele tinha desaparecido para sempre. Mas a tragédia do Nike ainda lhe tinha reservado um último e trágico acto. A noticia chegou de chofre: O Nike está no canil municipal! Foi atingido a tiro de pistola à queima roupa. Dificilmente irá sobreviver. Alguém encontrou o Nike com as pernas traseiras destroçadas por uma bala que ainda se encontrava alojada no osso, a arrastar-se no meio do mato e alertou o Grupo de Voluntários do Canil Municipal do Seixal que providenciou o seu transporte e assistência médica imediata.
 A primeira reacção dos médicos que o observaram foi "adormece-lo". Poucas hipotses de sobrevivência tinha  aquele cão que, certamente, iria perder as duas pernas traseiras,  que já não era jovem, que estava terrivelmente debilitado. Só que o Nike não é um cão qualquer. É senhor de uma força e de um desmedido Amor à Vida. A forma corajosa com que decidiu enfrentar mais esta provação, sem um lamento, sem um ganido,  fez com que os médicos que o acompanham  decidem encetar uma luta para o salvar. É que o Nike apenas quer viver...
No momento em que estas notas estão a ser escritas ele está a ser submetido a mais uma intervenção cirúrgica numa ultima tentativa para lhe salvarem a perna traseira que resta.
Se sobreviver, só sairá do canil para uma família de acolhimento. Não mais a rua será o seu destino.


ISTO É CRIME! 


    Resta-me uma pergunta e ao mesmo tempo um desabafo: O autor deste crime, os donos que expulsaram o Nike de casa, conseguirão dormir de consciência tranquila?                                           

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A VIDA íNTIMA DAS FLORES

Esta é uma conversa que será, necessariamente,  intimista. Porque os assuntos abordados aconselham a que se tenha recato e bom senso. Com biombo, para resguardar as personagens de olhares curiosos. Em alguns capítulos não faltará a inevitável "bolinha vermelha" no canto superior direito...

UM PERFUMEZINHO SUAVE. TAL COMO NÓS...
Queremos cheirar como as flores.
Civeta em cativeiro
Naquilo que podemos chamar de escala de odores, em perfumaria encontramos três patamares:  No topo encontra-se uma base floral - lilás, lírio. Logo abaixo situa-se a zona dos óleos essenciais, jasmim, lavanda. Na base desta nossa escala de valores encontramos - pasme-se -  estranhos produtos de origem animal, como o almíscar do veado com cio ou - pior ainda - o fluído, denso, acre e viscoso da glândula anal da civeta. Este fluído tem um odor fecal, pesado e desagradável. Contudo, após diluição, apresenta nuances agradáveis de aroma floral e feminino. 
A civeta ou gato almiscarado, é um mamífero carnívoro africano.
O corpo humano possui uma diversidade de cheiros de glândulas espalhadas por todo o corpo. Cada uma delas emitindo um cheiro diferente, mas, francamente, não gostamos dos nossos cheiros originais. Não queremos cheirar demasiado a seres humanos. É que nos nossos jogos de sedução é importante cheirar a algo. A técnica de atracção a isso obriga... Por isso vamos em busca de algo que nos faça cheirar aos aromas do topo da nossa escala de valores de fragrância, ou seja, queremos cheirar a flores. Instintivamente e sem nos darmos conta dessa realidade, estamos a usar  os "jogos de sedução" que se estabelecem entre flores e polinizadores. É claro que queremos cheirar a rosa, jasmim, flor de laranjeira. E não queremos cheirar a veado com cio ou a civeta...
E as flores? Será que têm os mesmos preconceitos que os humanos?
Claro que não! Algumas flores preferem cheirar a comida,  a corpos em decomposição. Até mesmo a excrementos ou a fungos., desde que essa "fragrância" sirva para atrair o insecto polinizador...


JOGOS DE SEDUÇÃO... (OU TROCA DE FAVORES?)
Boa-noite
As moléculas odoríferas das flores são libertadas por evaporação. Estas moléculas, uma vez no ar, formam, por um instante, aquilo a que se poderá chamar uma pluma de aroma. Este conjunto de moléculas tem um destinatário muito especial: "aquele" insecto!
Entre flor e insecto estabelece-se um pacto de lealdade. Para isso a flor apresenta um perfume, uma forma e uma cor que se diferencia das outras espécies. Depois há que saber cativar um insecto polinizador que a reconheça e que no futuro se lembre dela. E por último, a flor quer que aquele insecto parta com a sua carga de pólen e vá polinizar uma flor compatível, ou seja, da mesma espécie.
Chicória
Imaginemos um imenso campo de flores, onde florescem duas boas-noites separadas uma da outra por várias centenas de metros. A abelha que recolhe néctar numa delas, vai depositar esse néctar  na outra boa-noite esteja lá onde estiver, no meio de milhares de outras flores.
Onagra
Todo este relacionamento entre flores e polinizadores que aqui tento abordar de forma necessariamente superficial, diz-nos mais coisas: O mesmo insecto pode ter várias lealdades em relação a diversas flores, ou seja e concretizando melhor, direi que enquanto a flor de boa noite floresce ao cair da tarde a onagra desabrocha a seguir. Por sua vez a flor de chicória só irá abrir na manhã seguinte. Sendo assim, a nossa diligente abelha polinizadora saltitará de flor em flor mas mantendo sempre a mesma regra de ouro determinada pela Natureza: Polinizar flores da mesma espécie.
Não pensemos que a flor é injusta e não sabe retribuir generosamente esta inestimável lealdade. O doce néctar é a recompensa que a flor disponibiliza ao  insecto. Esteja este néctar onde estiver o insecto sabe que pode contar com ele.
Nalgumas flores, porém, o pólen é a recompensa, como o caso das flores que são polinizadas por escaravelhos que se alimentam de pólen.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NATAL... gestos de Paz para um mundo bom.


Quero
neste
Natal
armar uma
árvore dentro do
meu coração e nela
pendurar, em vez de 
presentes, os nomes de todos 
os meus Amigos. Os antigos e os
mais recentes. Os Amigos de longe
e de perto. Os que vejo a cada dia
e os que raramente encontro.Os sempre
lembrados e os que às vezes, ficam esqueci-
dos. Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me
magoaram. Aqueles que pouco me devem e aqueles
a quem muito devo. Meus Amigos humildes e meus Ami-
gos importantes. Os nomes de todos os que já passaram
pela minha vida. Muito especialmente aqueles que já partiram
e que lembro com tanta saudade. Que o Natal esteja vivo em cada
dia do Novo Ano e que a Amizade
seja um momento de repouso nas
lutas da vida
para assim
vivermos
a Paz
_____juntos____
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