quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CABO VERDE - Nha Cretcheu (meu amor...)

Mãe Cabo-verdiana
Baía do Mindelo
Praia dos Cães - Mindelo
Baía das Gatas - São Vicente
Praia Grande - São Vicente
Praia Grande - São Vicente
Trapiche - Fabrico de Grogue
Alambique -  fabrico de grogue
Fruta Pão - Paul - Santo Antão
Fruta Pão - Paul - Santo Antão
Ribeira Grande - Santo Antão
Ribeira Grande - Santo Antão
Minho? - Paul - Santo Antão
Coculi - Santo Antão
Coculi - Santo Antão

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

VARA-DE-OURO (Solidago virgaurea)

Esta planta quando se cobre de flores amarelas anuncia o fim do Verão.
Muito comum à beira dos caminhos e nos terrenos incultos.
As suas folhas e flores são extremamente perfumadas.
Os relatos mais antigos acerca desta planta datam da Idade Média. Nessa época era muito utilizada para tratar problemas das vias urinárias e também para sarar feridas.
Esta planta contém em si propriedades diuréticas  e anti inflamatórias.
Usa-se no tratamento de infecções gastrointestinais e em gargarejos para aliviar infecções da boca e garganta.

OUTRAS UTILIZAÇÕES: Com as pétalas obtém-se um corante de cor amarela utilizado na industria têxtil artesanal.

PROPAGAÇÃO - Por sementeira no Outono (a germinação leva cerca de 5 meses), ou por estacas na Primavera.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PROVÉRBIOS COM PLANTAS DENTRO

A Maria Nabiça tem tudo o que cobiça
Burro velho, erva nova
Com malvas e água fria, faz-se um boticário num dia
De raminho em raminho, o passarinho faz o ninho
Eu sou a arruda, que sou a tua ajud  
Frutos e amores, os primeiros são os melhores
Gabem-se couves, que há nabos no caldo
Hortelã sem hortelã não tem horta amanhã
Ia o cravo atrás da rosa...
Janeiro mijão não dá palha nem pão
Lua cheia não cortes a aveia   
Má é a árvore que só dá fruto a poder de trato
Nabiça quer unto; grelo, azeite; e nabo, presunto
O melão e a mulher... pelo rabo se hã-de conhecer.
Papas até à porta, couves até à horta, feijões para todo o dia.
Quem em novo não trabalha, depois de velho come palha
Ruim árvore nunca deu bom fruto
Saramago com toucinho é manjar de homem mesquinho
Tão ladrão é o que vai ao nabal como o que fica ao portal
Uns comem os figos... a outros rebenta-lhes a boca
Vinha posta a bom compasso, no primeiro ano dá agraço 
 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

PREPARAÇÃO ARTESANAL DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS EM AGRICULTURA BIOLÓGICA

CALDA DE SABÃO AZUL + ENXOFRE

Preparação para 10 L de calda
1.- Num balde de plástico deitar cerca de 5 L de água

2.- Misturar 200grs de sabão (diluir previamente num pouco de água morna)

3.- Deitar 200grs de enxofre em pó na mistura de água e sabão, mexendo sempre, lentamente, para evitar a formação de grumos

4.- Juntar água para perfazer os 10 L de calda

Esta calda tem uma eficácia superior a qualquer um dos seus ingredientes aplicados isoladamente. O sabão danifica a camada cerosa protectora do Insecto, levando à sua dessecação. Alem disso funciona como espalhante e aderente na superfície dos vegetais.

O enxofre tem a sua acção tóxica potenciada por uma maior aderência do corpo do insecto graças ao sabão.

Apresenta maior eficácia com a acção directa do sol, e por isso deve ser aplicada de manhã, mas há que evitar a sua utilização em dias com temperaturas superiores a 28ºC.

Pode provocar manchas sobre alguns frutos, tais como ameixas e pêra rocha. A pulverização deve cobrir bem os insectos ou ácaros a atingir e ser dirigida à rebentação no caso de afídeos (onde eles se concentram).

UTILIZAÇÃO DA CALDA DE SABÃO + ENXOFRE

Aplicar por pulverização

Fruteiras
 -Afideos (piolhos), ácaros, moscas brancas, cochonilhas. Pulgão lanigero
-Preventivo contra a mineira dos citrinos (pulverizar uma vez por semana os rebentos jovens desde o aparecimento da praga) ,

Hortícolas
-Afideos (piolhos), ácaros, moscas francas, cochonilhas...
-Preventivo contra as lagartas e percevejos.

Jardinagem
-Afideos(piolhos), cochonilhas, aranhiços.
-Pragas das suculentas.
                                                                                                              (Fonte de consulta: J.Raul Ribeiro)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PANACEIAS PARA LIVRAR DE ANGARANHOS E MÁS-SORTES

ADIVINHAÇÕES
Os ingredientes da adivinhação:
Junta-se quantidades iguais de cipreste, mirra, incenso, salva, menta, rosmaninho, açafrão, cardamono e musgo. Deixa-se macerar quinze dias estes ingredientes no mel ou no vinho, em frasco bem rolhado. Junta-se resina na mesma quantidade, deixando-a "penetrar" uma semana. Passado esse tempo pode inalar-se os vapores deste composto.
O meimendro - tóxico - é misturado a estes perfumes. Ele dar-lhes-á um poder muito especial.
O suco de meimendro, de teixo, de barbassa e de papoila negra misturados  com essência de lírio, permitem a aparição dos "espíritos".
O meimendro é usado muitas vezes com fins divinatórios.

AS SORTES DAS FAVAS
Escolhem-se dezoito favas, nove "fêmeas" e nove "machas", junta-se uma moeda de cobre, uma pedra pequena, um pau de lacre, um caco de porcelana, um migalho de cera, um búzio da Guiné e um pedaço de papel.
Procede-se à conjuração das favas proferindo as seguintes palavras:
"Minhas favas, minhas queridas, eu vos esconjuro não como favas, senão como pessoas, com Deus Padre, com Deus Filho, com Deus Espírito Santo, com a Santíssima Trindade, com o padre revestido quando quer dizer a missa, e com el-aire e com a hóstia consagrada e com todos os santos e santas que na corte do Céu há e com todos os esconjuros de Maria Padilha vos peço que me faleis verdade nisto que eu vos pergunto e quero saber".

DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ 
Para saber se há criança para saber, agarre os dedos da mulher na sua mão, estenda-lhe o braço e coloque-o ao longo do corpo. Passe a sua mão sobre todo o braço. Se sentir as veias desaparecerem sob os seus dedos, ela terá uma criança.
Quanto ao prognóstico precoce do sexo da criança que está para nascer basta colocar os grãos  de trigo e de cevada em dois sacos que são regados todos os dias com urina da mulher grávida. Se só crescer a cevada, será uma rapariga. Se crescer apenas o trigo, será um rapaz.

AS SORTES DO PÃO
Uma das sortes mais antigas é a do pão. Pratica-se a uma quinta ou sexta-feira e esconjura-se o pão, invocando os demónios: "Eu te esconjuro com Barrabás e com Caifás, pão..."
Coloca-se a mão sobre o pão e prossegue-se: "Pela virtude que Deus em ti pôs que tu me declares se (isto, aquilo) há-de ser assim ou não". E finaliza: "Não me mintas que eu hei-de saber".  


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

UM MINUTO DE SILÊNCIO...

Hoje a tua lembrança assaltou-me particularmente... o passado andou atrás de mim, denso, quase palpável, pegajoso.
Tanto tempo se passou mas eu continuo a caminhar no interior da tua ausência, numa busca desesperada e interminável...
Porque partiste, meu amigo?
Eu sei que sempre fui parco  em palavras e nunca tive talento e arte para te dizer - ao menos uma vez - o quanto eras importante para mim e tantas oportunidades eu tive para o fazer... desde os tempos descuidados da nossa meninice, em que estendidos à sombra de pinheiro esgalhado e cheiroso, nos deliciávamos com os voos dos tordos e pardais... ou a musica sincopada dos balidos dos rebanhos.
Agora é tarde. Tu foste embora e apenas o teu fantasma povoa as minhas horas de solidão.
Viver é perder amigos... e eu perdi-te para sempre.
Naquele final de tarde, Março, mas naquelas paragens não era Primavera...
O crepúsculo de fogo em breve daria lugar a uma noite abafada. Nem uma leve aragem refrescava a atmosfera pesada e morna. As árvores eram manchas escuras que mal definiam o recorte da ramaria. O sol escondido atrás das nuvens, queima  no entanto. Não se sentem as frechadas escaldantes dos seus raios, mas tem-se a angustiante sensação de se estar encerrado num forno recém-aquecido.
Caminhávamos há longas horas, a sede trespassava-nos as entranhas e embotava-nos o cerebero. Vivíamos alucinantes momentos de desespero. Dois dias, e nem uma gota de água escorria dos cantis há muito secos. O suor pegajoso ensopava as roupas incómodas. O cansaço fazia-nos arrastar pesadamente os pés. Era vital encontrarmos água!
Inesperadamente, tu disseste: eu vou! E deste meia dúzia de passos... afastaste-te da parca segurança do grupo. Eu devia ter impedido o teu acto tresloucado... e não o fiz! Num assomo de egoísmo e cobardia senti satisfação pela tua decisão. Eu não teria tido coragem!
Subitamente, um estampido! Naquele instante telúrico, vislumbrei o teu corpo cambaleante em trôpegas  passadas, retroceder para junto de mim. As tuas forças esvaírem-se e tu deixaste-te cair nos meus braços. Um fio de sangue ensopou suavemente o teu peito.
O teu rosto exangue... o desespero mudo das ultimas palavras que querias murmurar, estampado nos teus lábios entreabertos. Que me querias dizer? E por fim, a expressão de uma infinita e suave tristeza nos teus olhos já sem brilho. 
Partiste, meu Amigo! Nunca mais acenderás no meu o teu cigarro...